Brincar de estudar?

Cresce onda de brinquedos educativos cada vez mais interativos e fomos até a Feira ABRIN conferir as novidades

 

Muito além de uma boneca, um jogo de tabuleiro ou um carrinho de controle remoto. As empresas têm desenvolvido e investido no desenvolvimento de brinquedos com viés educativo. Os brinquedos educativos têm muita relevância, no favorecimento do empoderamento de seus participantes, por exemplo, além da diversão, eles contemplam o elemento da liberdade, pois cada aluno(a) tem a escolha de agir da maneira que deseja, enquanto brinca. A prática docente, assim, toma uma dimensão social e deve ser favorável à autonomia do(a) aluno(a), pois, consonante a muitos estudiosos da educação, ensinar não é apenas transferir conhecimento: exige risco, curiosidade, alegria, esperança, comprometimento, saber escutar, disponibilidade para o diálogo, humildade, tolerância, exige apreensão da realidade, dentre outros atributos. E especialmente nesses casos, envolve o brincar.

Os jogos educativos trazem um caráter lúdico ao ensino, ao mesmo tempo em que possibilitam o desenvolvimento das habilidades acima mencionadas. Eles são instigadores, e conseguem, na maioria das vezes, motivar e engajar os alunos a resolverem determinados desafios, principalmente se estes estão vinculados a problemas reais. As escolas que investem no brincar e no lúdico, além de terem muitas opções, estão com as possibilidades cada vez mais amplas, com brinquedos cada vez mais interativos, utilizando inclusive realidade aumentada, para aprender ainda mais a atenção dos alunos em sala de aula. Eles podem ajudar na medida que trabalham com sucessão de etapas e na ideia de que um conjunto de atitudes leva a um objetivo, tal qual um conjunto de letras constrói uma palavra, e um conjunto de palavras forma um texto, etc. Os conceitos são parecidos! Além disso, por desenvolverem bastante a atenção e a concentração da criança, possibilitam que ela tenha maior prontidão para a alfabetização.

Estivemos presentes na Feira ABRIN e apuramos os mais recentes lançamentos, além dos clássicos, trazidos pelas empresas do setor.

A Xalingo Brinquedos, por exemplo, presente no mercado desde 1947, aposta na repaginação de alguns clássicos e no desenvolvimento de linhas de jogos e brinquedos educativos que encantam crianças, pais e educadores.

Grande destaque da nova coleção, o Brincando de Engenheiro agora tem forminhas e massinhas de modelar e permite que a garotada elabore diversos bloquinhos para incríveis construções. O brinquedo, que encanta gerações, atende lojas de brinquedos, livrarias, papelarias e outros estabelecimentos.

Pioneira no segmento de Realidade Aumentada, a empresa também oferece o Quebra-Cabeça Conhecendo os Planetas, o Dominó Estados e Regiões e o Quebra-Cabeça Fofossauros, todos da linha Interactive Play. Por meio de um aplicativo 3D, a criança captura e projeta as imagens do jogo selecionado no smartphone ou no tablet e recebe informações preciosas pelos próprios desenhos.

A Fun Divirta-se, marca própria do Grupo Barão Distribuidor, trouxe em seu stand uma excelente opção para aulas de geografia e geopolítica, por exemplo.

Smart Globe Adventure Interativo 3D: com ele é possível explorar mais de 220 países, descobre continentes, capitais, população, geografia e muito mais. São 25 atividades em português e inglês. A grande novidade é o APP que é possível baixar no smartphone ou tablete e interagir com o Globe. Ele possui Realidade Aumentada e 500 conteúdos interativos que são constantemente atualizados. Além de trazer ainda a possibilidade de tirar fotos em pontos turísticos ou ao lado de ferozes dinossauros. E claro, compartilhar com entre os alunos em sala de aula ou nas redes sociais.

A Hasbro também investiu na ampliação das coleções de sucesso e na chegada de novas licenças com personagens queridos. Incentivando o desenvolvimento cognitivo, a linha Play Doh, com as famosas massinhas de modelas, auxiliam no desenvolvimento cognitivo de crianças a partir de 3 anos.

A Elka levou para a feira dois clássicos quando pensamos em brinquedos educativos.

Ábaco: o brinquedo auxilia no aprendizado do sistema de numeral decimal e na realização de operações matemáticas.

Maxiloto Animais: brincando livremente as crianças tendem a identificar imagens semelhantes nos tabuleiros e cartelas. São 24 fotografias de animais, divididas em quatro grupos: selvagens, domésticos, ovíparos e mamíferos.

Pensando em uma estrutura um pouco maior, também vimos os brinquedos para playground. A Freso é uma empresa nacional especializada na fabricação de produtos em polietileno, plástico resistente e atóxico, através do processo de rotomoldagem.

Eles possuem uma linha de mini mobílias que estimulam o universo lúdico das crianças de forma alegre e descontraída.

Para a empresa Grow, estimular o brincar é inspirar encontros. Inspirálos para que sejam imensos, alegres, e se transformem em desejo por mais encontros. Inspirar o lúdico, o desejo inventivo e o espírito do brincar, é o jeito da empresa em fazer parte destes encontros e de torná-los eternos.

Eles possuem a clássica linha “Brincando e Aprendendo” que foi desenvolvida com suporte de especialistas e educadores e auxiliam no processo de aprendizagem das crianças.

Primeiros Números: jogo que estimula a criança a associar os numerais às quantidades correspondentes do 1 ao 10. Uma brincadeira que desenvolve o raciocínio lógico e oferece as primeiras noções de conjunto.

Acerte o acento: jogo dinâmico onde os participantes eliminam os seus adversários acertando as respostas sobre acentuação e crase. A nova mecânica do jogo faz com que a adrenalina dos jogadores e os seus conhecimentos da nova Norma de Ortografia, aumentem a cada rodada.

Lince Alfabeto: os jogadores recebem as cartelas com figuras que estão no tabuleiro. Depois do sinal, devem tentar localizá-las rapidamente, com suas fichas coloridas. Quem colocar primeiro as fichas será o vencedor.

De acordo com Viviane Rossi, psicóloga especialista em crianças e adolescentes, afirma que os jogos educativos podem ser benéficos para o desenvolvimento da criança, pois uma grande parte desses jogos faz com que as crianças precisem de atenção, concentração, coordenação motora (fina, grossa), interatividade, cooperação, etc., despåçertando o uso de várias habilidades intelectuais e físicas. “Muitos demandam o uso do raciocínio lógico e pensamentos estratégicos para resolução de problemas e vencimento de etapas, com objetivos a serem alcançados. Em muitos desses jogos, principalmente os grupais, as crianças também aprendem a controlar a ansiedade (esperam sua vez de jogar), respeitar o grupo, lidar com imprevistos e a exercitar a tolerância à frustração.”, explica ela.

Os professores podem utilizar os conteúdos que precisam passar para os alunos através da elaboração de jogos e brincadeiras lúdicas, transpondo o aprendizado teórico para atividades divertidas e interativas. “Os bingos de palavras e as competições de tabuadas são bons exemplos desta inserção.”, finaliza a psicóloga.